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  Especialistas dão dicas para correr sem lesões  
     
 

É possível correr por muitos anos sem se machucar, mas é preciso seguir algumas regras. O Instituto Cohen esclarece duvidas sobre a prática segura do esporte.

1- Quais avaliações as pessoas que pretendem correr deveriam fazer e, de quanto em quanto tempo, para saber que tipo de treinamento e cuidados precisam?

Primeiramente, uma avaliação dos riscos cardiovasculares para uma prática de exercícios que exigem uma saúde deste órgão. Uma avaliação ortopédica para detectar as possíveis pré disposições às lesões, como avaliação da cartilagem articular, condições musculares, condições de estabilidade dinâmica do corpo e avaliações específicas como uma baropodometria para avaliação da pisada, avaliação isocinética para mensurar força muscular e avaliação sensório motora, para conhecer as condições de resposta motora.

2- É preciso ser acompanhado sempre por um médico ortopedista, não só cardiologista?

Como já foi colocado na questão acima, é importante detectar os possíveis riscos das lesões prevalentes da prática da corrida, e uma avaliação com ortopedistas pode favorecer a prevenção de tais lesões.

3- Por que a avaliação da capacidade respiratória não é suficiente?

Não que não seja suficiente, mas prevenir é a melhor opção para que se pratique a corrida por um longo tempo sem que haja interrupções provenientes de lesões.

4- Como essas outras avaliações interferem nos ciclos de treinamento? Que diferenças podem surgir nas planilhas de treinamento quando informações fornecidas por essas avaliações/ exames são levadas em conta?

Primeiramente, as avaliações ergoespirométricas mostram a capacidade funcional que o sistema cardiorespiratório apresenta e fornece parâmetros para determinar variáveis respiratórias, metabólicas e cardiovasculares durante a prática da corrida, facilitando a preparação de intensidade de sua planilha de treinamento. Sem esquecer que ainda verifica a presença ou não de fatores de risco de doenças coronarianas. As avaliações funcionais e ortopédicas identificam as condições atuais do aparelho locomotor e que deverão ser adequadas à prática da corrida com intuito de prevenir lesões.

5- Em que medida a corrida é uma prática física saudável? Existe um volume máximo recomendado?

A corrida é sim uma prática saudável de atividade física, o que acontece é a negligência de alguns praticantes ou a desinformação dos cuidados iniciais ou de conhecimento dos limites de cada um.

6- Quais fatores de risco para lesões costumam ser negligenciados?

São vários, mas destaca-se a falta de adequação dos músculos, tendões e articulações para o esforço que o corpo será submetido. Correr como dizia o ditado popular, não é colocar um short, uma camiseta e um tênis e sair correndo. É muito mais complexo. Para qualquer prática de atividade esportiva é necessário um período de adaptação para comhecer o gesto esportivo e identificar as virtudes e as falhas do seu corpo para a prática escolhida.

7- É possível correr muito e jamais se machucar? Como?

Sim, é claro. Respeitando seus limites, procurando um profissional capacitado da área para que monte sua planilha de treinamento, respeitar na íntegra esta planilha e respeitar também os sinais do seu corpo, ou seja, ele pede descanso, então descanse.

8- Que tipo de treinamento muscular (ou seria neuromuscular?) deve ser feito pelo corredor?

Treinamento muscular é uma coisa e neuromuscular é outra. A musculação deve ser feita para melhorar uma aptidão que conhecemos como força de resistência, que é a capacidade que o músculo tem de realizar um esforço de alta intensidade e de longa duração, que você consegue através de trabalhos para membros inferiores, priorizando a cadeia cinética fechada, e os de estabilidade de CORE para os músculos abdominais e lombares.

O treinamento neuromuscular é a potencialização do circuito sensório motor, ou seja, exercícios educativos dos gestos praticados pelo movimento da corrida, que ajudam na coordenação do movimento, e minimizam o esforço da sobrecarga muscular poupando ossos e articulações.

9- É possível prever qual o nível de força necessária para proteger o sistema locomotor?

O que é possível é avaliar a força muscular comparando o membro direito com o esquerdo e também o músculo agonista do movimento com seu antagonista. Muitas vezes se você tiver um grupo controle, ou seja, os níveis de força avaliados para um grupo de corredores saudáveis, podemos ter melhor subsídios de comparação.

10- É imprescindível medir a força muscular ao longo do treinamento?

Não há a necessidade de mensurar com frequência a força, mas manter uma progressão e frequência dos exercícios de fortalecimento, sim.

Fonte: Ativo.com

 
     
   
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