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  Poluição ameaça atividades ao ar livre.  
     
 

Praticar atividades físicas ao ar livre é realmente mais prazeroso, mas os riscos causados pela poluição podem prejudicar os exercícios. "Durante o treino o corpo precisa de mais oxigênio e, para isso, inspiramos maior volume de ar em busca desse oxigênio adicional. Dessa forma, também aumentam a quantidade de poluentes inalados e seus efeitos maléficos", adverte o pneumologista e presidente da Comissão de Doenças Ambientais e Ocupacionais da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT), José Eduardo Delfini Cançado.

O risco existe tanto em ambientes abertos como fechados. Nos fechados, a vantagem é poder controlar a temperatura e, com isto, facilitar a dissipação de calor produzido pelo corpo. Por outro lado, sistemas de ar-condicionado podem reduzir a umidade do ar e, no caso de academias localizadas em vias de grande tráfego, há inclusive o risco de ter o ar interno ainda mais poluído que o externo.

São poucos os estudos sobre os prejuízos dos gases poluentes às pessoas saudáveis. Porém, os especialistas não têm dúvidas quanto aos principais grupos de risco. "Portadores de doenças crônicas e algumas de origem metabólicas sofrem mais, portanto, devem evitar os dias de altas temperaturas e a proximidade de até 200 metros de vias mais movimentadas. A poluição, além de provocar crises, diminui a performance", explica o também pneumologista Ubiratan de Paula Santos, presidente da Comissão de Doenças Ambientais da SPPT.

No que diz respeito à excessiva quantidade de poluentes e à concentração de ozônio nos parques de grandes metrópoles, como São Paulo, Ubiratan explica que a situação é mais grave nos horários de maior congestionamento. "Há aumento dos gases e material particulado nos horários de pico, que chegam a ficar de 4 a 5 vezes maiores. O ozônio aumenta nos horários de maior presença da luz solar, entre 10h e 16h. Os melhores horários para a prática de exercícios ao ar livre são antes das 7h e após as 20h, momentos com menores tráfegos de veículos e radiação solar", alerta o especialista. Para maior segurança os portadores de doenças respiratórias, cardiovasculares e metabólicas crônicas também podem buscar informações sobre a qualidade do ar nos órgãos que monitoram o ar ambiental, como a Cetesb.

Fonte: Portal Minha Vida

 
     
   
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